domingo, 3 de abril de 2011

O PERFIL DO LAR ESCOLA DAS CRIANÇAS DE MARINGÁ


A entidade atende crianças, adolescentes, jovens e suas respectivas famílias em situação de vulnerabilidade pessoal e social da periferia da Cidade de Maringá. São atendidos pela entidade, crianças, adolescentes e jovens, na faixa etária de 07 a 18 anos, em duas modalidades: a) 07 a 14 anos em regime sócio educativo em meio aberto, cuja as mães trabalham b) 14 a 18 anos em projetos de extensão, que estejam em situação de vulnerabilidade pessoal e social, com renda per capta de até meio salário mínimo.


Para as famílias dos atendidos são oferecidos cursos de capacitação dentro da área de corte e costura, panificação e assessoria doméstica, informática, a fim de que possam ingressar no mercado de trabalho e melhorar suas condição de vida.


As famílias de onde são oriundas nossos atendidos, são famílias de baixa escolaridade e renda, onde a maioria recebe de meio a três salários mínimos, um número significativo de pais ou responsáveis estão desempregados ou fazem parte do mercado informal vivem de bicos e um número significativo são catadores de papel, gerando assim, uma instabilidade econômica na família refletindo em relações humanas frágeis, inseguras e por vezes de incentivo a mendicância. 50% das famílias dependem da assistência de programas como, cesta básica, Bolsa Escola, Bolsa Família, PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) para sanar suas necessidades básica.


Dessa forma a alimentação geralmente é inadequada, prejudicando o crescimento e o desenvolvimento estrutural e psicológico sendo que um número significativo de crianças e adolescentes fazem uso de medicação devido a hiper atividade, afetando o aprendizado escolar.


Quanto ao estado civil dos responsáveis são diversificados e instáveis, muitas separações, uniões consensuais, separações, levando a relacionamentos superficiais, frágeis e problemáticos. É significativo o número de mulheres chefes de família, onde arcam sozinhas com a manutenção e a educação dos filhos.


Também, percebe-se envolvimento familiar com vícios tais como: cigarro, bebidas alcoólicas, drogas. No referente a realidade habitacional, a maioria dos atendidos são provenientes dos bairros Santa Felicidade e João de Barro, que segundo a sociedade: “são os bairros mais violento de Maringá, é lá onde moram os bandidos” (MÜLLER, Verônica Regina. RODRIGUES, Patrícia Cruzelino. Reflexões de quem navega na educação – Uma viagem com crianças e adolescentes. Ed. Clichetec, Maringá, 2002).


Os bairros iniciaram no inicio da década de 80; As famílias foram morar lá como uma conseqüência da política Municipal, que não permitiu que existissem “favelas” em Maringá, obrigando as pessoas a ocuparem aquele local com casas populares. Muitos possuem casa própria, porém, ainda pagam prestações, outros pagam aluguel ou residem em casas cedidas por parentes.


Muitas casas são mal conservadas e incompatíveis com o número de membros que ali moram e alguns estão privados de rede elétrica e de água potável. No referente à saúde, dependem do SUS (Sistema Único de Saúde) que em Maringá funciona em situação insatisfatória quanto à qualidade e quantidade.


O ensino fundamental e médio é gratuito, porém, muitos possuem dificuldades de aprendizagem, ocorrendo assim evasão escolar, desinteresse e repetência escolar. Por outro lado, com a implantação na entidade de cursos profissionalizantes, tem incentivado nas crianças e adolescentes o interesse e a participação na escola regular.



OBJETIVOS GERAIS


Oportunizar as crianças, adolescentes e jovens, preferencialmente os que se encontram em situação de vulnerabilidade pessoal e social, a garantia dos direitos básicos, visando a formação integral;


Contribuir para que as famílias ou as referências familiares, exerçam com dignidade seu papel de criar, educar e promover integralmente seus filhos;


Contribuir para o processo de organização social com vistas à promoção e libertação das pessoas estimulando na comunidade projetos e ações ético-solidárias.

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